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Alemanha bate recorde...de emprego!

A Europa bate-se com um número recorde de desempregados nos países do Sul, com Portugal e Grécia à cabeça, mas existe um outro recorde que está a passar despercebido.

 

A agência alemã de estatísticas Destatis anunciou recentemente que a Alemanha atingiu um record de emprego no último trimestre de 2012, culminando em 41, 9 milhões de pessoas empregadas, o maior valor de sempre desde que o país foi reunificado em 1991.

 

As Razões

 

As diferenças entre a Alemanha e o resto da Europa são imensas no que a performance económica diz respeito. O país actual é uma miragem comparado com os momentos posteriores à queda do muro. Várias empresas alemãs floresceram com o mercado livre e a pujança exportadora forçou a um ajustamento rápido da economia.   

 

Em 2003, o país envolveu-se na maior reforma do estado social desde a segunda grande guerra, indo contra corrente às acções desenvolvidas por outros países europeus. Enquanto a França introduzia o limite de 35 horas de trabalho semanais e aumentou o salário mínimo, a Alemanha desregulou o mercado de trabalho e aumentou a pressão aos desempregados para encontrar emprego.

 

Isto forçou os desempregados a aceitar empregos mais mal pagos, criando um mercado laboral paralelo de baixos salários. As empresas alemãs privilegiaram novos empregos em part-time e fizeram outsourcing de vários serviços para países da Europa de Leste.

 

Decorrente disto, os sindicados e empregadores entenderam-se em concertação social para aumentos salariais mais modestos em troca de segurança laboral, evitando o despedimento/contratação normal do ciclo económico. Foi o passo para a coexistência de um mercado laboral muito mal remunerado.

 

Tudo isso teve impacto no custo do médio do trabalho. Estudos recentes do Eurostat (o INE da Europa)  confirmam que de entre Portugal, Grécia, Espanha, Itália, França e Alemanha é na Alemanha que, em média, custa menos produzir uma unidade adicional de bens ou serviços.

 

O Exemplo a seguir?

 

A partir de 2005, o nível de desemprego tem vindo a descer no país, ao contrário dos parceiros europeus que acordaram para o exemplo alemão muito recentemente. As recentes reformas promovidas em Portugal são altamente inspiradas no exemplo alemão.

 

Por outro lado, 60% das exportações alemãs são para outras nações europeias, na maioria membros da zona euro, tendo esta proporção aumentado em 70% nos últimos 8 anos. Muitos economistas criticam a política eucalipto alemã que, para além de venderem os seus produtos transformados, financiaram (e financiam) os países membros da zona euro permitindo o seu endividamento para que os mesmos comprem esses mesmos produtos. Isto implica um enfraquecimento dos sectores produtores locais, debilitando e tornando as economias dos países periféricos cada vez mais dependentes dos seus parceiros da Europa central.

 

Qual é a sua opinião? Deve Portugal caminhar para um modelo alemão de competitividade/precariedade? Que alternativas existem?

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